Inseminação artificial




Inseminação artificial


A raça bulldog pertence ao elenco de cães cuja reprodução se faz quase que na totalidade com a utilização da inseminação artificial. Osucesso não se deve apenas à tecnica em si, mas a uma somatória de fatores que levam ao êxito, chegando-se à taxa de 90% de prenhez.
Para começar é necessário exame prévio nos reprodutores, macho e fêmea, para certificar que eles estejam em perfeitas condições de saúde, vacinados, vermifugados e isentos de doenças sexualmente transmissíveis, como brucelose e herpesvirose.
Normalmente no cio da fêmea ela apresenta vulva e vagina edemaciada com presença de secreção sero-sanguinolenta e atrai, mas não aceita o macho. A duração do cio pode ser diferente de fêmea para fêmea, podendo ter variação de 7 a 21 dias ou mais. Portanto a monitoração deve ser iniciada a partir do sétimo dia di início da percepção do cio. Este controle engloba os seguintes fatores em conjunto: avaliação do comportamento e receptividade, citologia vaginal, vaginoscopia e dosagem de progesterona. A utilização de apenas um destes parâmetros pode levar a erros no momento de inseminar e como consequência a diminuição das chances de fertilização. Muitas vezes uma fêmea com citologia vaginal característica de estro (período no qual deverá ocorrer a ovulação) não condiz com a receptividade e nem com o nível ideal de progesterona. E o contrário também é verdadeiro.
A maioria das falhas de fertilização em cadelas é devido apenas a erros de manejos os quais podem ser facilmente corrigidos. Portanto, quando a inseminação é realizada no período no qual o oócito (óvulo) está maduro as chances são ao redor de 90%.
No caso do macho deve-se analisar a qualidade seminal. Então é feito um espermiograma onde são analisados o aspecto do sêmen (leitoso ou aquoso), a motilidade e vigor espermático (quantos e com que força de propulsão os espermatozóides se movem ), o número deles presente (concentração espermática) e a quantidade de alterações que eles possam ter.
Uma vez estando a fêmea em momento ideal e o macho com parâmetros seminais mínimos aceitáveis é feita a inseminação com o sêmen puro (ou fresco). O sêmen é colhido em material higienizado, descartável e pré-aquecido. Imediatamente após a colheita é feito exame de motilidade e vigor espermático. Estando em condições mínimas para ser utilizado o material é introduzido na fêmea. A introdução é feita via vaginal com pipeta própria acoplada a uma seringa. O sêmen é depositado no fundo da vagina e logo após a fêmea é suspensa pelos posteriores por um tempo de 15 minutos. Esta manobra visa fazer com que o sêmen adentre o útero com maior facilidade, evitando-se também o refluxo seminal.
Esse procedimento é repetido a cada 48 horas até o término do cio, ou então apenas uma vez caso seja utilizado uma análise de fatores em conjunto citado acima.
A inseminação artificial pode ser realizada com a utilização de sêmen puro, resfriado ou congelado. Sendo que no caso dos dois últimos não há necessidade da presença do macho no momento em que a fêmea será inseminada.
Atualmente a inseminação é uma técnica de amplo domínio e segura, superando diversos tabus antigos e com resultados.
Fonte site:www.bullblogingles.com




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